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Zika: Fique por dentro dos problemas relacionados ao vírus e veja a melhor forma de combatê-los

hospital Sirio libanes, 26/01/2016 18h40

 
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A epidemia de zika, doença viral aguda transmitida principalmente por mosquitos, como o Aedes aegypti — transmissor também da dengue e da febre chikungunya —, está entre os assuntos que mais ganharam destaque na área da saúde em 2015. Até o último mês de novembro, o Ministério da Saúde registrava casos de zika em 18 estados brasileiros.

O aumento de casos de microcefalia tem relação com um suposto lote vencido de uma vacina contra rubéola aplicada em gestantes?

NÃO. O aumento de casos de microcefalia, sobretudo no Nordeste do País, tem relação direta com a epidemia de zika. Não há registro na literatura médica sobre a associação do uso de vacinas com a microcefalia. Segundo nota divulgada pelo Ministério da Saúde, todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) são seguras e testadas.

O vírus zika também pode provocar microcefalia em crianças e idosos?
NÃO. Segundo explica o dr. Otelo Rigato Jr., infectologista no Hospital Sírio-Libanês e professor de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a microcefalia é uma anomalia congênita. Ou seja, ocorre nos bebês antes do nascimento, como resultado do hipodesenvolvimento cerebral, e não pode afetar pessoas com o cérebro já formado, como crianças, adultos e idosos.

Pessoas infectadas pelo vírus zika podem desenvolver a síndrome de Guillain-Barré independentemente de qual for sua idade?

SIM. Essa síndrome ocorre, na maioria das vezes, algumas semanas após a infecção e pode provocar fraqueza muscular e paralisia, geralmente temporária, dos membros. A doença se inicia pelas pernas, podendo irradiar para tronco, braços e face. Há risco de morte se a doença afetar os músculos respiratórios. Pode atingir pessoas de todas idades.

Existe teste para a detecção do vírus zika?

SIM. Além de exames clínicos feitos pelo médico, o vírus zika pode ser confirmado em laboratório nos primeiros cinco dias de manifestação dos sintomas. "O teste é feito numa amostra de sangue e pode ser de dois tipos: a pesquisa direta do vírus por métodos moleculares ou a pesquisa de anticorpos específicos contra o vírus zika, que tem mais chances de apresentar resultados falso-negativos quando executados precocemente", explica o dr. Rigato Jr.

Existe tratamento para o vírus zika?

NÃO. Geralmente se indicam repouso, ingestão de muito líquido e, quando necessário, medicamentos analgésicos para febre. No entanto, em caso de suspeita de zika não se deve utilizar qualquer remédio com ácido acetilsalicílico, como aspirina ou AAS, pois, tal como acontece na dengue, existe risco de desenvolvimento de hemorragias que podem agravar o estado geral do paciente.
Diante de sintomas como manchas vermelhas na pele, coceira, febre intermitente e dores de cabeça, é preciso procurar ajuda médica com urgência.

A ingestão de comprimidos de vitamina B faz o organismo repelir mosquitos, atuando na prevenção do vírus zika?

NÃO. "O uso de vitamina B é ineficaz na prevenção de picadas de mosquito", afirma o dr. Rigato Jr. A melhor estratégia para evitar o zika, assim como a dengue e a febre chikungunya, é combater os locais de procriação do mosquito, como latas, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, entre outros objetos que possam acumular água. Nos ralos, utilize sal de cozinha, água sanitária, ou mantenha-os cobertos e fechados. As calhas devem ser limpas e desentupidas e as piscinas, tratadas com cloro.

Gestantes podem usar repelentes?

SIM. No entanto, vale a pena verificar nas embalagens dos produtos se existem restrições específicas. Além dos repelentes, que têm períodos de proteção diferentes, recomenda-se instalar redes nas portas e janelas da residência para evitar a entrada do mosquito e ao redor das camas.

Por ser o Aedes aegypti o mesmo transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika, ao sermos picados por esse mosquito iremos adquirir as três doenças?

NÃO. Segundo explica o infectologista Otelo Rigato Jr., o mosquito até pode carregar mais de um vírus, mas é difícil uma pessoa apresentar duas infecções virais ao mesmo tempo, pois alguns mediadores inflamatórios, como o interferon, são logo produzidos pelo organismo e impedem infecções concomitantes.

O vírus zika pode ser transmitido pelo sangue, pelo leite materno e pelo sêmen?

SIM, segundo alguns relatos na literatura médica. Em março, o Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) informou que registrou a transmissão do vírus zika de doador para um receptor de sangue. Há registros também sobre a transmissão do zika pelo esperma, nos Estados Unidos, e também de que o vírus foi encontrado no leite materno. Apesar disso, o Ministério da Saúde diz que tudo está sendo investigado, e que a doença é nova no País.

 
 
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