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Novembro Azul: Mês de Conscientização sobre o Câncer de Próstata

UAI - Portal, 04/11/2016 10h31

 
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O preconceito aliado à falta de informação leva homens a ignorar as consultas aos urologistas e, consequentemente, aos exames que podem identificar o câncer de próstata, como o toque retal. Estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostra que 51% dos homens nunca consultaram um profissional da área, o que negligencia uma das doenças mais comuns entre o gênero. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que em 2016 estão estimados 61,2 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil, o que representa sete novos casos a cada hora.

A campanha Novembro Azul vai alertar a população para a realização do exame de toque e da dosagem sanguínea do PSA (Antígeno Prostático Específico) que podem indicar precocemente o aparecimento do tumor e evitar as consequências do segundo câncer que mais mata entre os homens.

Para o tratamento contra a doença ser eficiente, é necessário que o tumor seja identificado o mais rápido possível. Para isso, a conscientização da população é importante. “As campanhas têm como objetivo passar as informações. No momento em que tem o conhecimento, o homem vai procurar tratamento. O câncer de próstata é um dos mais comuns no homem, mas não o que mais mata, pois pode ter comportamento indolente e muitas vezes conseguimos curá-lo”, explica o médico urologista Bruno Mello Santos, do Hospital Integrado do Câncer Mater Dei – HIC.

Quando o tumor é identificado precocemente, os pacientes podem ser operados, submetidos a radioterapia, ou mesmo serem somente acompanhados sem nenhum tipo de tratamento. “Temos uma chance de cura, dependendo das características do câncer, de mais de 95%. São números expressivos, em se tratando da cura dessa doença tão frequente”, afirma o urologista.

EXAME DE PSA  Nos últimos cinco anos, o número de mortes por câncer de próstata aumentou. Isso ocorreu, segundo defendem alguns médicos, depois que uma organização não governamental norte-americana (USPSTF) preconizou que a dosagem do antígeno prostático específico, o PSA – substância produzida pela próstata – não mais deveria ser realizada rotineiramente. A USPSTF defendeu que não havia benefícios para o uso do diagnóstico precoce.Porém, pesquisas mostraram o contrário. “Os pacientes que nunca realizavam o PSA tinham sua doença diagnosticada em fases mais avançadas, e, com isso, maior incidência de metástases, do que os que realizavam exames rotineiros, inclusive o PSA. Além disso, o impacto do rastreamento sobre a mortalidade, a qualidade de vida, a diminuição de metástases, dor, internações por obstrução da bexiga com coágulos, necessidade de hormonioterapia e/ou quimioterapia ou tratamentos dispendiosos da doença nas fases mais avançadas, e outros benefícios aqui não mencionados, não podem ser avaliados, e certamente seriam maiores no grupo que não realizasse o rastreamento com o PSA”, comenta Francisco Bretas, coordenador do Serviço de Urologia da Rede Mater Dei de Saúde.

O Mater Dei manteve a dosagem do PSA, seguindo orientação da Sociedade Brasileira de Urologia, e obteve bons resultados. A Rede detecta média de 30 novos casos de câncer de próstata por mês. A estimativa de cura com os atendimentos é de quase 100%.

O aposentado Corsini Basílio Martins, de 80 anos, morador de Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, começou o tratamento do câncer na sua cidade. “Vi que o PSA subiu e passei por uma biópsia, que deu um princípio de câncer. Por influência de minha família, que se reuniu e me orientou, passei a fazer todo o atendimento no Mater Dei”, conta.

 
 
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